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FENÔMENOS PSICOSSOMÁTICOS / 3ª Parte

ATÉ QUE PONTO AS EMOÇÕES PODEM AFETAR A SAÚDE

AS FUNÇÕES DO CORPO

Conflitos inconscientes podem aflorar explosivamente sob a forma de sintomas físicos. A modalidade da moléstia ou a intensidade da dor sofrida podem ser previstas de acordo com a sua personalidade

Cap. 7 - O que cabe a cada um

A sua personalidade pode ser um convite as doenças?

Pessoa rígida, dona de considerável autocontrole e que deseja manipular os outros e, ao mesmo tempo, responsável, com enorme desejo de proteger os demais - características observadas em grande número de vítimas de Artrite Reumatóide.

Perfis da personalidade
Hipócrates sugeriu a existência de uma relação entre doenças e temperamentos. O clínico perspicaz sabia que uma pessoa alta, magra, de peito estreito era mais predisposta à tuberculose do que a do tipo brevilíneo e robust, que, por sua vez, seria mais suscetível a uma hemorragia cerebral.
Os médicos antigos comentavam que os diabéticos são apreciadores dos prazeres da mesa, que as doenças cardíacas ocorrem entre esforçadas e obstinadas, melancolia, revela o conhecimento intuitivo de que muitas pessoas deprimidas sofrem de perturbações da vesícula biliar. Melancolia, que define uma depressão profunda, deriva das palavras gregas melas (negro) e chole (bílis). Balzac em seu livro Cousin, Pons, um dos primeiros romances abordando tema psicossomático, traça um retrato genial de um solteirão acometido por melancolia, seguida de padecimentos da vesícula biliar.
A verdade é que não existe uma só teoria passível de ser aplicada a todas as perturbações psicossomáticas, e os estudos referentes às personalidades psicossomáticas são contraditórios: diversos tipos são capazes de manifestar queixa idêntica. Indivíduos com o mesmo tipo de personalidade são capazes de apresentar grande variedade de doenças.

Uma dura prova
Com o fato de que pessoas portadoras, por exemplo, de uma úlcera péptica seriam provavelmente indivíduos do tipo ansioso e ativo, o que poderia comprovar a suposta correlação entre o estado físico e os traços de personalidade, Ring acabou concluindo que não só existem determinados tipos de personalidade, como esses podem ser classificados em três grandes categorias.
1) Indivíduos que expressam voluntariamente as suas opiniões, reagem livremente aos sentimentos, são “reatores excessivos” - podem ser enquadradas quase todas as vitimas de oclusão coronariana e úlcera péptica.
2) “Reatores deficientes”, o oposto - procuram reprimir o medo e a ira, mas na realidade nem tem consciência de tais sentimentos, inibe suas ações e recua em seus pensamentos. Podem desenvolver neurodermatite, artrite reumatóide e colite ulcerativa
3) “Reatores refreados”, que têm consciência dos seus temores e iras, mas raramente os expressam – podem desenvolver asma, diabetes, hipertensão, hipertireoidismo e enxaqueca.

Os que provocam acidentes
Observou-se que as vitimas de fraturas já haviam sofrido, em média, quatro acidentes graves cada. Pessoas que morrem em acidentes geralmente sofrem antes daquele que lhes é fatal, uma série de acidentes de menor gravidade.
Os propensos aos acidentes são os indivíduos que correspondem à descrição de despreocupados. Não demonstram tensão nervosa, de um modo geral a sua maneira bem humorada de encarar a vida pode ser considerada invejável.
Possuem, no entanto, um caráter instável. Raramente levam a cabo às tarefas difíceis, eles procuram algo que seja mais fácil, apesar de inteligentes.
Expressão “encantador” é sempre usada para definir indivíduos propensos a acidentes. Socialmente, constitui companhia agradável, assumindo, por vezes, um ar desligado que muita gente aprecia. Gostam de aventuras, mostram tendências para fugir às responsabilidades e viver de um dia para outro.
O propenso aos acidentes toma decisões rápidas, sem refletir convenientemente.
É interessante notar que a pessoa predisposta aos acidentes apresenta diversos traços em comum com o criminoso adulto. E é esta tendência que leva um a infringir a lei e o outro a quebrar os ossos.
É o que se chamaria de uma pessoa “normal”

Fator X
Pacientes com padecimentos físicos apresentavam conflitos emocionais semelhantes, repetindo-se com notável freqüência. Chegaram à conclusão de que tais conflitos poderiam conter as pistas para as causas de moléstias psicossomáticas específicas. Os pacientes com úlcera duodenal apresentam conflitos característicos dos problemas de dependência. As vitimas de asma temem perder a mãe e têm dificuldades em chorar. Problemas referentes à manipulação dos impulsos hostis aparecem muitas vezes entre as vitimas de hipertensão. As vitimas de neurodermatite têm grande carência de contatos físicos.
Hipótese da Especificidade - a pessoa pode nascer com, ou adquirir devido à doença ou ferimento, certa vulnerabilidade física, ou seja, um fator X. Existem provas concretas de que as predisposições a determinadas moléstias orgânicas são hereditárias. Esta mesma pessoa pode contar com outra variável, um conflito emocional básico.
Como uma variável final, esta pessoa, com os seus órgãos vulneráveis já sob ação de conflitos emocionais, encontram-se em situação de ataque. Um acontecimento vital externo pode levar a um estado de hipertensão aguda. Se, por outro lado, o seu fator X estivesse no revestimento dos brônquios, a presença de um conflito emocional poderia levar ao desencadeamento de um processo asmático. Uma pessoa nascida com um sistema circulatório vulnerável pode sentir grande hostilidade em relação aos pais, sem jamais exprimi-la, por desejar ardentemente a sua aceitação. A hostilidade reprimida é capaz de afetar a sua química interna, resultando numa constrição arterial e um acúmulo de colesterol nas paredes das artérias.
A diabetes tem como origem um defeito orgânico congênito. Ao que parece, tensões emocionais ou fisiológicas prolongadas podem resultar numa deficiência permanente dos mecanismos reguladores já precários, levando a manifestação da moléstia. Diabéticos apresentam uma longa história de mal-estar, cansaço, moleza e sentidos de depressão e desespero, antes que a doença seja diagnosticada. A situação emocional pode ser decorrente das perturbações metabólicas existentes, mas não evidentes. Acredita-se, entretanto, que a explicação mais provável para essas dificuldades emocionais seja a existência de conflitos psicológicos fervilhando abaixo da superfície. Estudos demonstram que o diabético típico é indeciso, preferindo deixar que os outros decidam por si, para então assumir o seu papel de má vontade sem, contudo, tomar qualquer atitude para aliviar o que lhe parece falta de sorte. A maioria dos diabéticos parece ter-se debatido, na primeira infância, entre o ressentimento aos pais e a submissão dócil aos mesmos. Os homens diabéticos, especialmente, parecem ter sido dominados pelas mães e dependentes das mesmas.
Os diabéticos mostram uma tendência à passividade de um modo geral e à sexual em particular. O casamento resulta numa decepção, porque o diabético quer ser excessivamente mimado em nome de uma felicidade mútua. A aversão ao sexo faz com que muitos desses homens permaneçam solteiros. A passividade do diabético é muitas vezes interpretada como demonstração do seu forte desejo de retorno à primeira infância, o que é manifestado através de grande gula. Pesquisas feitas no Chicago Institute for Psychoanalsis demonstram que o diabético tem um desejo insaciável de ser alimentado, provocar a liberação de grandes quantidades de açúcar para corrente sanguínea. Incapaz de obter a satisfação para os seus desejos orais infantis, o diabético poderá, inconscientemente procurar alimento nas reservas de açúcar que possui.

O que adianta?
Qualquer médico sabe que um dos fatores importantes para a recuperação de um doente é o desejo de viver. Pesquisadores de Escola de medicinada Universidade de Rochester descobriram que a grande maioria dos pacientes hospitalizados, devido a padecimentos físicos sofrera abalos psicológicos anteriores à manifestação da moléstia. Na maioria dos casos não se tratava de ansiedade, medo ou tensão, sentimentos esses geralmente associados às doenças, e sim uma atitude de “desistência”.
A desistência é um sentimento que se apresenta sob pelo menos duas formas: desamparo e desespero. No caso do desamparo a pessoa sente-se desiludida ou posta de lado. No desespero, a pessoa experimenta uma sensação de inutilidade ou falta de sentido, decorrente do que considera como sendo sua falha.
Para a pessoa mais suscetível ao desamparo, a sua primeira reação frente a uma situação é a de ira ou medo – sente-se cronicamente ameaçada. A pessoa suscetível ao desespero mostra-se superativa e dedicada ao próximo - seus sentimentos de desespero são precedidos pelos de culpa ou vergonha.
A reação de “desistência”, por si só, não conduz, necessariamente, à doença física. Provavelmente é preciso que haja um outro tipo de vulnerabilidade presente – uma predisposição biológica correspondente. O que importa não é apenas a reação da pessoa à tensão psicológica, mas também que tipo de predisposição a doença de que seja portadora na ocasião. No caso das pessoas biologicamente propensas a doenças, o desamparo e o desespero podem criar um clima propício ao desenvolvimento da doença.
Geralmente a desistência sucede a uma perda, ou ameaça de perda de alguém ou algo que seja muito próximo ao paciente.
Tais perdas podem ser concretas, simples ameaças, ou simbólicas, um revés, uma rejeição ou uma recusa.

Cap. 8 - A escolha dos sintomas

Como podem eclodir os seus conflitos inconscientes - O inconsciente Vulcânico
Doenças físicas constituem afloramentos da confusão íntima, da qual tem uma consciência apenas vaga.
A mente consciente é o centro do conhecimento das coisas. Ela representa, contudo apenas uma pequena porção de um todo maior, tal como a fração do iceberg que é visível acima da superfície do mar. O inconsciente é bem maior em termos de amplidão, e poder. Nele situam-se os desejos, as esperanças e os temores inaceitáveis por parte da mente consciente.
Mesmo que um sentimento seja inaceitável por parte do seu ser consciente, alerta, racional, moral civilizado e disciplinado, isso ainda não quer dizer que tal sentimento deixe de existir. Ele penetra o subterrâneo: ele é ai reprimido. Este processo de repressão é uma submersão automática e involuntária não um controle consciente e premeditado.
A repressão pode enganar a mente, mas não ao corpo. O corpo reage aos processos inconscientes. Reage como se a pessoa realmente estivesse irada, com medo, culpada, ou excitada sexualmente.
Você pode ter conciência dos seus batimentos cardíacos, do suor nas mãos, dos seus tremores, da tensão muscular, e, no entanto não conseguir descobrir as razões desses fenômenos.
Uma das finalidades da psicoterapia é a tornar consciente aquilo que tenha sido anteriormente inconsciente, visando a possibilitar ao paciente a solução das suas dificuldades com o auxilio da sua mente consciente e racional.
Existem fartas provas experimentais da existência do inconsciente e dos seus poderosos efeitos sobre e comportamento

Os sintomas podem ser símbolos
Em seu inconsciente são alteradas todas as regras de lógica, intelecto e razão da sua mente consciente.
O inconsciente não é lógico e sim paleológico (do grego palaio: antigo). É primitivo e arcaico refletindo os processos mentais dos bebês e dos homens primitivos. Não se exprimem em palavras racionais ou pensamentos realistas, e sim através de imagens, fantasias e sensações físicas.
A fim de aliviar a tensão que lhe é imposta pelos conflitos reprimidos, o inconsciente pode expressar-se por meio da linguagem fisiológica. Trata-se não só de uma forma de simbolismo, como também de um esforço no sentido de solucionar um problema ou satisfazer uma necessidade. Infelizmente, não sendo este um processo racional, o problema da pessoa permanece insolúvel, sua necessidade não é satisfeita e as alterações físicas a tornam doente.
O sintoma pode constituir expressão concreta, uma idéia inaceitável. Se houver algo terrível que um paciente simplesmente não possa engolir, ele poderá perfeitamente sofrer de náuseas, câimbras e vômitos.

A fixação num sintoma
O simbolismo é considerado o principal responsável pela escolha de sintomas. Mas qual será a razão do aparecimento de um sintoma e não um outro? O organismo se altera de várias maneiras sob a influência da tensão emocional. Os pacientes com perturbações psicossomáticas mostram-se tipicamente preocupados com a área de sua doença, o hipertenso, com a sua pressão sanguínea; o asmático, com a sua respiração. O paciente bem que gostaria de livrar-se dessa fixação, vendo-se, contudo, obsessivamente preso àquela ruminação capaz de intensificar os sintomas.
E qual a razão para que uma pessoa se fixe num determinado sintoma? A pessoa pode identificar-se com o pai ou a mãe que apresentem sintomas semelhantes.
Uma doença psicossomática em geral transforma-se num mal de família, casos em que a criança não tem condições de amadurecer aos seus próprios olhos como uma pessoa forte e independente. Em certo sentido, a criança, mesmo depois de transformar-se num adulto, pode continuar a considerar seus pais de um ponto de vista infantil. O filho de tais pais poderá defrontar-se com as seguintes dúvidas: ‘Se eles, com toda a sua força, são incapazes de ser saudáveis, como poderei eu sê-lo?’

O papel dos sentimentos de culpa
A culpa, especialmente a decorrente dos sentimentos relativos aos pais, pode influir na escolha dos sintomas. Se um bebê for amado e acariciado, se tiver um ambiente seguro e estável, poderá ser bem sucedido, desviando o interesse de sua pessoa. Inicialmente volta a atenção para a mãe e em seguida para o mundo que o cerca. Geralmente terá uma imagem orgânica satisfatória. Considera como sendo natural o bom funcionamento do seu corpo, e confia nele como um mecanismo forte e resistente.
Se tiver uma imagem deficiente, poderá ser intensificado sob a forma de sintomas psicossomáticos levando a uma perturbação das funções normais.
Pacientes psicossomáticos são ignorantes no que diz respeito ao próprio corpo e às funções do mesmo.

Aos olhos do observador
Todas as emoções patogênicas (causadoras de doenças) têm um fator em comum: a tensão psicológica. Mas a tensão, assim como a beleza, encontra-se nos olhos do observador.
Dr Lawrence Hinkle Jr realizou várias pesquisas visando demonstrar a correlação entre fatores emocionais e padecimentos físicos. Hinkle concluiu que as doenças não ocorrem por acaso ao longo da vida de um indivíduo e sim em blocos, separados por períodos de bem estar. Tais blocos geralmente correspondem a períodos de tensão emocional na vida da pessoa. Esta relação não se refere propriamente às tensões reais da vida, mas, à percepção das situações por parte da pessoa. Um mesmo tipo de circunstância pode, em determinada ocasião, gerar grande tensão, sem ter este efeito em outras situações. A incidência de doenças é mais freqüente por ocasião dos períodos e grandes conflitos.

Cap. 9 - A psicologia da dor

É tudo muito subjetivo - Variações e alterações
A dor e a ansiedade dela decorrente são capazes de operar alterações significativas em sua personalidade: podem modificar a sua concepção de si mesmo e a sua relação com o mundo exterior
De sua experiência com a dor intermitente e prolongada, agravada pelos meses à espera de um diagnóstico definido, uma paciente conclui que a quantidade de dor não é tão importante ao bem-estar emocional como a reação à dor: o desenvolvimento da dor, as possibilidades futuras, os prognósticos quanto à recuperação.
A incerteza pode ser o pior de tudo. O seu efeito pode ser mais adverso do que o de um futuro indesejável, porém definido. Quando confrontado com a possibilidade de câncer, esta paciente achava que “a certeza da morte” teria provocado uma reação emocional mais saudável que a decorrente de seu destino incerto.

Pessoas Propensas à dor
A intensidade da dor sofrida depende muito dos demais fatores que estejam ocupando a atenção do indivíduo.
Os pacientes presos ao leito ou em casa por período prolongado têm pouca estimulação sensorial. O mundo vai diminuindo cada vez mais enquanto a doença prossegue. Vêem poucas pessoas e têm poucas distrações. Tornam-se cada vez mais irritados, agitados e ansiosos. Podem até se tornar vítimas de alucinações.
A dor psicogênica é um sintoma freqüente em pessoas com problemas emocionais. O psiquiatra Frank G. Spear do Middletown Hospital, Inglaterra, descobriu que aproximadamente a metade de todos os pacientes psiquiátricos, dos mais variados graus queixava-se de dor. Pacientes ansiosos são especialmente sujeitos às corporais. O trabalho mental e o esforço emocional freqüentemente precipitam as dores.
A dor de origem emocional tende a localizar-se na cabeça e no tronco, com duração prolongada e contínua. Permanece constante durante as horas de vigília, praticamente não interferindo, com o sono. Contrasta com as dores de origem orgânica, que tendem a variar de intensidade ao longo do dia, interferindo com o sono, diminuindo esporadicamente por dias ou mesmo semanas.
Através do sofrimento excessivo, o paciente alivia os seus sentimentos de culpa e martiriza os que o rodeiam, garantindo, ao mesmo tempo atenção e cuidados constantes.
O Dr. George L. Engel traçou o perfil típico do indivíduo propenso à dor. Tal pessoa provavelmente carrega pesadas culpas consciente e inconsciente. A dor funciona como uma forma de expiação. Ele sente dores quando uma relação é ameaçada ou perdida. A dor é a sentida pelo próprio paciente quando em alguma espécie de conflito com o ser amado.

Alívio sem drogas
Os placebos aliviam dores, tanto orgânicas como psicogênicas, sendo eficientes até mesmo em se tratando daquelas tidas como graves, tais como as decorrentes de cirurgias ou angina do peito. Qualquer que seja a sua modalidade ou finalidade têm efeito positivo em aproximadamente 35% dos casos.
O placebo mais eficiente, entretanto, pode ser um amável membro da família, uma enfermeira ou o médico. Os pacientes com freqüência sentem-se desamparados e desesperados, dependentes e cheios de ressentimento. A dor sentida é agravada por esses estados emocionais.
Os pacientes que se queixam de dores poderão estar solicitando não apenas medicamento - é provável que estejam pedindo alívio para uma série de padecimentos diversos, tanto emocionais quanto físicos, decorrentes ou não da doença.
Estudos feitos junto a enfermeiras hospitalares e pacientes indicam que a dor pode ser reduzida espontaneamente caso seja identificado o seu significado no paciente. Até que ponto sua dor é psicológica? De que forma afeta seus pensamentos e sentimentos, bem como a sua habilidade para manejar a situação?
O simples convite para que o paciente participe de sua cura poderá resultar em alívio. A importância da interação humana pode chegar a tais extremos.
Estudos demonstraram que a compreensão emocional da dor do paciente pode ter sido um fator de alívio desta dor.

Berenice Chiarello, baseado em Howard R. e Martha E. Lewis