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	<title>Instituto Atitude em Saúde</title>
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	<description>Arte &#124; Medicina &#124; Educação</description>
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		<title>Padrão de Beleza e anorexia</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[* Texto de Wimer Bottura. Visite o site para conhecer todas  as obras desse autor: http://loja.republicaeditorial.com.br/ É preciso estar atento para que jovens não continuem adoecendo em busca de inalcançáveis padrões de beleza, pois, nesse cenário, a omissão é um risco. Pilatos ficou famoso por omitir-se, por lavar as mãos. Desconheço outro feito dele que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Texto de Wimer Bottura. <strong>Visite o site</strong> para conhecer todas  as obras desse autor: http://loja.republicaeditorial.com.br/</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso estar atento para que jovens não continuem adoecendo em busca de inalcançáveis padrões de beleza, pois, nesse cenário, a omissão é um risco.<span id="more-1229"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Pilatos ficou famoso por omitir-se, por lavar as mãos. Desconheço outro feito dele que justifique a importância que ganhou na história da humanidade. Não sou especialista em história nem gostaria de despender  tempo para conhecer os feitos de Pilatos. Na verdade, nem pretendo falar a respeito dele, mas sim do gesto que lhe foi atribuído: a omissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu respeito às pessoas me impede de prejulgá-las, cometendo o mesmo tipo de erro sobre qual pretendo opinar, o “erro de Crasso”. Aliás, Crasso entrou para a história por ter cometido um erro, quando, na verdade, meu conhecimento a seu respeito mostra que ele acertou em coisas importantíssimas. Gerson, por sua vez, deveria ter ganho notoriedade por ter sido um grande jogador de futebol, tricampeão com a seleção brasileira em 1970. Ficou mais conhecido pela chamada “lei de Gerson”, que nem sequer foi criação sua, mas de algum publicitário, que para vender mais cigarros cunhou a frase “Gosto de levar vantagem em tudo”, dita pelo jogador no vídeo e que supostamente resumia a malandragem brasileira, símbolo da corrupção nacional. O cigarro Vila Rica, por sinal, nem existe mais. Gérson levou a fama, que resistiu mais que o produto, e aquele que lhe passou o texto nem deve ter se desculpado com ele, se omitiu. Lavou as mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero falar aqui do erro de querer levar vantagem em tudo e, sobretudo, da omissão. Que Pilatos e Crasso sejam compreendidos. E Gerson,  felicitado e respeitado apenas pelo que efetivamente fez. Quero aqui separar pessoas de comportamentos que lhes são atribuídos.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar de comportamentos que,  ao se repetirem, passam a parecer verdade. E falar também das pessoas e instituições que se omitem, como se os fatos graves que presenciam – e em alguns casos até estimulam – nada tivessem a ver com eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero falar também da Anorexia Nervosa. Essa é uma doença relativamente comum no meio da moda. Quando alguém morre, uma modelo, por exemplo, as agências  se manifestam dizendo que nada têm a ver com isso; as associações médicas, de psicólogos, de direito do trabalho e o próprio ministério público não se manifestam. Pior, a universidade e os pesquisadores tratam a questão como se fosse apenas um probleminha  corriqueiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o indivíduo em seu trabalho é exposto ao excesso de ruído, a empresa é responsável; se é exposto a substâncias químicas danosas à saúde, a empresa é responsabilizada. Verdade que muitas se omitem, mas com certeza outras cumprem seu dever. As agências exigem determinado padrão de peso ou tipo físico para a atividade de modelo. Portanto, elas são responsáveis, pois exigem, condicionam, determinam. O problema, porém, é muito mais grave.</p>
<p style="text-align: justify;">A Anorexia causa morte de forma direta em até 30% das suas portadoras. E existem outras formas de morte correlacionadas que acabam não entrando nas estatísticas, o que, portanto, eleva a incidência. Nem sempre são modelos que morrem, mas meninas anônimas subnutridas, que vivem nas  comunidades mais pobres e que muitas vezes nem sequer chegam aos médicos para receber um diagnóstico. A TV chega até elas, a mídia chega, a informação chega, mas a saúde não. Mais que isto, veja o nome da profissão: modelo. O que é um modelo? É algo a ser seguido, copiado, usado como referência. Usam-se modelos para vender produtos, comportamentos, idéias e ideologias. Os agentes usam isso como argumento para venderem suas campanhas. Por que considerar então que só vendem o que querem, ou o que admitem que vendem. A verdade é que eles também vendem ideologia, ilusão, sonho. Agregam falsos valores aos produtos anunciados. Admitam ou não, eles impõem seus “modelos” às pessoas em geral, principalmente às menos favorecidas em cultura, educação, informação, àquelas de ego  frágil, com personalidade insegura e vulnerável à superficialidade dos modismos. Atribuem qualidades intangíveis aos seus produtos. São muitos os argumentos construídos por eles com discursos lógicos. No entanto, para a lógica ser verdadeira, é preciso que o discurso mantenha um nexo com a premissa.</p>
<p style="text-align: justify;">A alegação é de que seus discursos vendem produtos, quando na verdade o que vendem é a morte. As agências de modelo, ao oferecerem modelos anoréxicos, de saúde fragilizada, tentam vender um estilo de vida, mas na verdade vendem um estilo de morte.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto uma fábrica que expõe seu funcionário a ruído ou a outro fator de agressão à saúde, muitas vezes, não tem condições de resolver o problema,  por limitações do próprio processo industrial, as agências de modelo determinam um  padrão corpóreo. Pela simples razão de que alguém assim quer.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há indicativos de que, se substituírem as frágeis modelinhos com IMC (índice de massa corporal) abaixo de 18, para outras com IMC 20 ou 22,  venderão menos produtos ou que as mulheres serão menos belas. Não existe qualquer fundamento para sustentar esta irracionalidade predominante no mundo da moda.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde estão as instituições, que não se manifestam? Esperando a morte da filha de alguém importante? Por que não se manifestam neste caso o Conar – Conselho de Autorregulamentação da publicidade? Por que o ministério do trabalho não denuncia ou fiscaliza a situação? E por que as universidades e associações de classe não pesquisam o problema nem pressionam?</p>
<p style="text-align: justify;">O legado de Pilatos sobrevive e está presente numa série de encruzilhadas  da nossa sociedade,  principalmente  nas  mãos repetitivamente lavadas dos burocratas  que ocupam cargos  estratégicos, obstruindo a evolução da humanidade e confundindo ética com omissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses se calam em nome da ética, quando na realidade estão se omitindo.</p>
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		<title>Um presente para o pai e para o filho: a atenção concentrada</title>
		<link>http://www.wimerbottura.com.br/1225/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 12:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[* Texto retirado do livro: A paternidade faz a diferença, de Wimer Bottura, Editora República Literária. Livro a venda no site: http://loja.republicaeditorial.com.br/ A maioria de nossos problemas é consequência dos nossos erros de comunicação. Embora os pais tenham as melhores intenções na educação de seus filhos, raramente conseguem transmiti-las. Quando um pai lê um livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Texto retirado do livro:<em> A paternidade faz a diferença</em>, de Wimer Bottura, Editora República Literária. <strong>Livro a venda no site</strong>: http://loja.republicaeditorial.com.br/</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria de nossos problemas é consequência dos nossos erros de comunicação. Embora os pais tenham as melhores intenções na educação de seus filhos, raramente conseguem transmiti-las.<span id="more-1225"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quando um pai lê um livro que ensina a educar corretamente seu filho está bem intencionado, mas assume um compromisso distanciado e maior do que a própria relação afetiva que pode alimentar no contato direto com a criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Por insegurança, por achar simplesmente que não sabe educar, consulta a lista de tarefas obrigatórias na educação de seu filho. Fica tenso ao cumprir tecnicamente os procedimentos ditos corretos, e não conseguirá transmitir com naturalidade a sua intenção de afeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Acaba mostrando à criança, com a comunicação não-verbal, que está querendo se livrar dela quando, na verdade, quer se livrar do compromisso. A criança entende a linguagem não-verbal. Capta a textura da pele, o movimento, a entonação da voz ou o cheiro. Da mesma forma não-verbal, o pai feliz provoca medo no bebê quando o joga para cima, achando que ele está se divertindo. Ou sufoca a criança quando quer afagá-la porque está muito tenso.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem precisa estimular seu lado afetivo para que a criança sinta, por meio de carinho e afeto, que é amada e necessária ao pai. Tocar seu filho com uma mão calorosa e quente é completamente diferente do que tocá-lo com a mão fria e suada, mesmo que a intenção seja a do amor. A mão fria transmite medo e tensão. É importante recuperar e entender a linguagem não-verbal que nós, adultos, perdemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, muitas pessoas bem-intencionadas não conseguem transmitir o que chamamos de atenção concentrada. Muitos pais também acham que demonstram seu afeto e reconhecimento com seu esforço no trabalho ou na aquisição de bens materiais. Isto tem a sua impor¬tância, mas não é o essencial. O que é fundamental é estar completamente integrado na relação pai e filho, de corpo e alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A atenção concentrada não precisa ser longa e, na maioria das vezes, pouco tempo satisfaz a necessidade da criança. Quando os pais dão uma atenção dividida, a criança logo percebe que eles querem se livrar deste encargo e começa a manipulá-los para que eles fiquem presos a ela. Então fazem manhas e jogos para chamar a atenção concentrada dos pais.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a criança sabe que é aceita e protegida, e que pode contar com os pais, sente-se livre para fazer as suas próprias coisas. E aprende que, quando precisar da atenção concentrada, vai obtê-la. A atenção concentrada satisfaz tanto a criança quanto os pais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como, historicamente, as mulheres, de modo geral, foram obrigadas a ser mães, e os homens a exercer suas funções de pai, a atenção concentrada ficou prejudicada. A intimidade inerente à atenção concentrada foi sendo eliminada e deixou de haver reciprocidade na relação pais-filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">O pai está dando tudo de si, a criança pedindo o que quer, e eles não se complementam na relação. Isso porque o pai está dando o que acha que a criança quer e a criança está pedindo aquilo que ele não está dando.</p>
<p style="text-align: justify;">Um minuto de atenção concentrada satisfaz muitas de nossas necessidades. Escute e ouça durante algum tempo, sem julgar nem dar conselhos, sem intervir nem interferir. Apenas escute e mostre interesse. A atenção concentrada é realmente muito importante na nossa vida porque favorece a necessidade do reconhecimento, do pertencer, do vínculo afetivo, da emoção, aceitação e proteção. Uma pessoa precisa da atenção concentrada somente por poucos momentos.</p>
<p><em><strong><br />
</strong></em></p>
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		<title>Manifestações físicas e comportamentais do ciúme</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 11:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[• Texto retirado do livro Ciúme: Entre o amor e a loucura, de Wimer Bottura Jr, São Paulo: República Literária Editora, 2009. Livro a venda no site: http://loja.republicaeditorial.com.br/ Assim como o ciúme passa por vários estágios, suas manifestações corporais terão uma evolução e poderão se agravar, caso não forem tratadas. Num primeiro momento, as manifestações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">• Texto retirado do livro Ciúme: Entre o amor e a loucura, de Wimer Bottura Jr, São Paulo: República Literária Editora, 2009.<br />
<strong>Livro a venda no site</strong>: http://loja.republicaeditorial.com.br/</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como o ciúme passa por vários estágios, suas manifestações corporais terão uma evolução e poderão se agravar, caso não forem tratadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Num primeiro momento, as manifestações corporais do ciúme serão muito parecidas com as do medo, já que ambos estão intimamente ligados. Inicialmente, o ciumento poderá apresentar taquicardia, respiração superficial e acelerada, sudorese ou frieza nas extremidades e contraturas musculares.<span id="more-1219"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde, como o ciúme estará desencadeando também a raiva, poderão surgir as dores musculares e articulares, sintomas alérgicos, movimentos de expansão, irritabilidade e agressividade.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o desenvolvimento do ciúme, os sintomas poderão ser bem mais complexos e difíceis de serem tratados. O ciumento pode se tornar também alcoólatra, viciado em drogas, insone crônico.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes uma criança apresenta  sintomas físicos, que podem ter ligação estreita com o ciúme: uma bronquite, uma dor na perna ou mesmo um distúrbio do aprendizado. A identificação das causas destes sinais não é nada fácil, mas é fundamental na saúde emocional da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">No livro “Amor, sexo e seu corpo”, de Alexander Lowen, o cardiologista Stephen Sinatra revela dados importantes de sua história pessoal. Sinatra era um bebê saudável, mas que, a partir do nascimento de sua irmã, passou a desenvolver desde doenças infantis – como sarampo, catapora -, até uma rigidez emocional que só foi abandonada na idade adulta, depois de descobrir a verdadeira razão de seus problemas. Durante anos, o cardiologista carregou o fardo de ser um homem muito racional, lógico, competitivo e apressado. Aliás, estas são algumas das características de uma personalidade que os cardiologistas denominam tipo A, que estaria mais sujeita ao enfarte do que as pessoas do tipo B, mais emotivas e sensíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez até pudéssemos dizer que o ciumento é um forte candidato ao enfarte. Mas se não pudermos comprovar esta tese, pelo menos temos a certeza de que a morte do amor é inevitável quando se fala de ciúme. E esta morte é conseqüência direta dos comportamentos que o ciumento desenvolve.</p>
<p style="text-align: justify;">É praticamente impossível fazermos uma lista dos comportamentos do ciumento, tomá-las como normas e generalizá-las. O mais correto e interessante seria descobrirmos quando e como os mecanismos do ciúme começaram a se desenvolver, mesmo porque o adulto, ao longo de sua vida, vai se relacionar com o mundo de acordo com o instrumental que adquiriu na sua infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos começar lá atrás, na mais tenra idade de um indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma criança que tem medo de perder a proteção e o amor dos pais, por exemplo, frustra-se quando percebe que não pode se defender desta ameaça. Para se proteger do perigo, vai alimentando a sensação de rejeição, de abandono e, consequentemente, perdendo a espontaneidade, principalmente no seu contato com os pais. Esta criança, inclusive, começará a se relacionar com a mãe e com o pai somente para comprovar que não é amada. Aos poucos, colecionando experiências de rejeição, acumulará também o ódio e, cada vez mais, ficará enciumada.</p>
<p style="text-align: justify;">Como esta criança não se sente aceita – e esta sensação não é nem um pouco agradável – vai disfarçar também seus sentimentos para não se expor continuamente ao fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a perda da espontaneidade e com o disfarce, seus comportamentos se alteram.</p>
<p style="text-align: justify;">Surgirão as perguntas capciosas – jogará verde para colher maduro – para ela comprovar sua tese de rejeição. Virão as propostas e os convites – cuja intenção inconsciente é de que não sejam aceitas – para que ela continue a se sentir vítima das pessoas que a cercam. Enfim, faz perguntas prevendo respostas: faz propostas e convites, com um certo prazer mórbido em vê-las recusadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A medida que as frustrações vão evoluindo, os comportamentos também se agravam.</p>
<p style="text-align: justify;">Para se sentir aceita, a criança vai fazer o que não quer, vai viver a vida do outro simplesmente, ao invés de agir, vai reagir. Aos poucos, esta criança estará muito distante do que realmente ente e de como gostaria de se sentir.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam que, a partir daí, o complexo de ciúme já está montado. Deste momento em diante, até chegar à idade adulta, o ciumento passará a projetar sua doença em suas relações.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns ciumentos vão ver sempre as pessoas como mal intencionadas. Como se sentem rejeitados, acreditam que todos se aproveitam deles, não acreditam no amor, nem que possam ser amados. Passarão, então, a estimular a discórdia em seus relacionamentos. Essas pessoas fatalmente vão desdenhar as outras, provocar conflitos e planar intrigas. Estes comportamentos vão afastá-las cada vez mais do amor que tato desejam e dos outros, arrastando-as para solidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, aquele remédio que foi usado na infância – o da supercompensação, para</p>
<p style="text-align: justify;">protegê-las da perda do amor – acaba se transformando em veneno. Quanto mais solitárias e carentes, mais expostas estarão aos efeitos do ciúme: poderão se tornar manipuláveis e mais inseguras do que antes.</p>
<p style="text-align: justify;">O ciúme pode ser uma arma poderosa e perigosa numa relação.</p>
<p style="text-align: justify;">Desconfiança, controle e manipulação podem destruir qualquer possibilidade de equilíbrio no convívio entre as pessoas.</p>
<p><em><strong><br />
</strong></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sexualidade Destrutiva &#124; Avatar do amor</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 17:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Atitude em Saude</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[• Texto retirado do livro A Face Oculta da Sexualidade, de Luiz Miller de paiva e alina M.A.P.N. da Silva, São Paulo: República Editoral, 2010. pg. 29-30. Livro a venda no site: http://loja.republicaeditorial.com.br/ Devido ao fenômeno da reprogressão, o ser humano ficou exageradamente dependente dos pais. Essa dependência concorreu para exacerbar o medo de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">• Texto retirado do livro <em>A Face Oculta da Sexualidade</em>, de Luiz Miller de paiva e alina M.A.P.N. da Silva, São Paulo: República Editoral, 2010. pg. 29-30.<br />
<strong>Livro a venda no site</strong>: <a href="http://loja.republicaeditorial.com.br/">http://loja.republicaeditorial.com.br/</a></p>
<p style="text-align: justify;">Devido ao fenômeno da reprogressão, o ser humano ficou exageradamente dependente dos pais. Essa dependência concorreu para exacerbar o medo de ser abandonado – daí o mito do eterno abandono.  Esse mito é causador de insegurança ontológica ou de angústia existencial. O indivíduo reage a esse abandono através da repetição compulsiva, que vem dificultar a compreensão, favorecer análises terapêuticas intermináveis ou a reação terapêutica negativa.<span id="more-1215"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A inveja inata, ódio a figura persecutória (mãe e pai combinados), é característica de <strong><em> hominidae, </em></strong>em decorrência do maior desenvolvimento do cérebro pré-frontal, das conexões dendríticas, da maior capacidade química  dos neurônios e da formação do superego.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo da mitologia nos ilustra muitos conflitos inconscientes e conscientes sofridos pelo homem através do tempo. Tal o caso de Perseu, ao enfrentar as fúrias (Megera, Alecto e Tisifone) para matar Medusa ou Gorgona – representante máxima da mãe fálica e má – e assim tornar-se livre para a boa execução do ato genital. O quadro de Dorothéa Tanning denominado “Noite Nupcial”, é explícito quanto ao medo do homem na relação sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">As observações na prática psicanalítica corroboram a teoria monística dos instintos. Estes são oriundos do mesmo núcleo, daí o amor ser primo-irmão do ódio (Homo Mythicus x Homo Brutus).</p>
<p style="text-align: justify;">O ser nasce, portanto, junto da mãe, invejando o pai (figura combinada, sempre persecutória). Abraão tinha sentimento filicida, assim como Jesus permitiu ser crucificado pelo pai celestial para corrigir os pecados da humanidade – sentimentos inconscientes de culpa. A batalha entre libido e tanato (orgasmo e medo da morte) pode ser descoberto na pseudofrigidez, na impotência, nas crises epiléticas, no medo do casamento (himeneufobia) etc.</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;)</p>
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		<title>O ciúme nas relações cotidianas: quando o ciúme faz parte do indivíduo</title>
		<link>http://www.wimerbottura.com.br/o-ciume-nas-relacoes-cotidianas-quando-o-ciume-faz-parte-do-individuo/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos Saudáveis]]></category>
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		<description><![CDATA[• Texto retirado do livro Ciúme: Entre o amor e a loucura, de Wimer Bottura Jr, São Paulo: República Literária Editora, 2009. pg. 26 &#8211; 28. Livro a venda no site: http://loja.republicaeditorial.com.br/ Vou comentar agora algumas histórias que podem nos ajudar a entender como o ciúme vai tomando conta das relações cotidianas e afastando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">• Texto retirado do livro Ciúme: Entre o amor e a loucura, de Wimer Bottura Jr, São Paulo: República Literária Editora, 2009. pg. 26 &#8211; 28.<br />
<strong>Livro a venda no site</strong>: http://loja.republicaeditorial.com.br/</p>
<p style="text-align: justify;">Vou comentar agora algumas histórias que podem nos ajudar a entender como o ciúme vai tomando conta das relações cotidianas e afastando as pessoas de suas reais vontades e necessidades. Vou começar com o caso de Jonas:<span id="more-1207"></span><br />
Rapaz bonito e simpático, quando estudava biologia se apaixonou por sua amiga e colega Vera. Na época, Jonas não declarou seus sentimentos a ninguém e continuou horas, semanas, meses, anos de sua vida, com a fantasia de que Vera, um dia, se tornaria sua esposa. No entanto, para seu desencanto, ela se casou com outro homem – sem ao menos saber do amor de seu colega.<br />
Jonas quis provar a si mesmo que não havia se abalado com a perda da amada e namorou várias mulheres. Mas havia um pequeno detalhe nesses namoros: o rapaz procurava sempre se relacionar com garotas que lembrassem sua grande paixão. Namorou, na verdade, várias Veras, mas nenhuma era igual à primeira.<br />
Quando conheceu Ana, que não se assemelhava em nada a Vera, decidiu se casar, pois já estava com mais de trinta anos. Ana era uma mulher muito dócil e frágil, amava o marido com dedicação e, por isso, não foi difícil ser moldada do jeitinho que Jonas queria, ou seja, parecida com a Vera.<br />
Um ano depois do casamento, nasceu o primeiro filho. Para alegria de Jonas, era uma menina e foi ele mesmo quem escolheu o nome da pimpolha: Verinha.<br />
Desde o primeiro instante em que viu a garotinha, se apaixonou, dedicando toda sua atenção e cuidados à princesinha. Quando Ana percebeu essa atitude do marido, passou a rejeitar e ter ciúme da filha. Evitava, a todo custo, um contato maior com o bebê; Ana sabia que, a partir daquele momento, perdera a importância na vida de Jonas. Afinal, ela deu ao marido o que ele sempre quis, ou seja, uma Vera.<br />
O comportamento exagerado e inadequado de Jonas não causava nenhum espanto ao restante da família – pelo contrário, todos se comoviam com essa demonstração intensa de amor paternal. Enquanto que o ciúme de Ana era encarado como um sério problema, todos achavam inadmissível uma mãe competir com a filha, ainda mais sendo um bebê.<br />
Jonas, para compensar o comportamento de rejeição da esposa, superprotegia Verinha cada vez mais, privilegiava-a em todas as situações provocando, assim, um abismo ainda maior na relação entre mãe e filha.<br />
Angustiada e deprimida, Ana começou a perceber que sua atitude para com a menina não era a mais adequada. Na maioria das vezes, sentia-se culpada, não sabia como evitar sua rejeição, principalmente porque não contava com o apoio de nenhuma outra pessoa. Impotente: foi se certificando de suas perdas: da sua filha para o marido e do marido para a filha – aliás, um marido que nunca teve.<br />
Nessa história, podemos dizer que existem dois fatos que determinaram o rumo das relações entre as pessoas: a busca obsessiva de um amor que não deu certo e o desejo de transformar uma pessoa em outra. Apesar de Jonas não ter sido um marido infiel, o ciúme de Ana fazia certo sentido, pois este nunca se relacionou com a esposa, escondendo-se de uma decepção amorosa em seu casamento meramente formal. Ana acabou se transformando num instrumento para a realização do sonho de Jonas, ou seja, gerou, por intermédio da própria filha, a tão ambicionada Vera.<br />
Vejam que o ciúme de Ana, neste caso, surge como uma tentativa inconsciente de defesa: no fundo, ela está sendo usada e destruída. No entanto, um complicador surge quando há um deslocamento desses sentimentos originais. Ana transfere sua rejeição para a criança quando, na verdade, o problema está na sua relação com o marido e na formação de sua própria personalidade. Bem ou mal, com um ego frágil, esta mulher esteve sempre pronta para se relacionar com alguém que a quisesse, sem pensar nela mesma, esteve sempre pronta para obedecer e se submeter à loucura do outro.<br />
Ana sentia que havia algo errado, porém não sabia exatamente onde estava o foco do problema. Se aceitou, desde o início, viver uma relação que não correspondia às suas expectativas é porque, provavelmente, já havia experimentado uma grande perda, seja em alguma relação amorosa ou na própria relação com os pais. Quando Ana começou a manifestar o ciúme pela filha, talvez estivesse reproduzindo o mesmo comportamento de sua própria mãe.<br />
Rejeição, submissão ou ciúme não surgem do nada. Sentimentos desse tipo são passados de geração a geração pelo que muitos denominam de “contágio pedagógico”. Os problemas são transmitidos como se fossem uma doença infecciosa, pelo puro contato. Verinha, por sua vez, só ficará livre desse contágio quando for encaminhada a uma terapia e esclarecer sua relação de rejeição com a mãe e a simbiose com seu pai. Caso ela siga a mesma vidinha da mãe, ocorrerá o sério risco de repetir o caminho de rejeição e ciúme e empurrar esta problemática também para seus filhos.<br />
Esse tipo de contágio, por sentimentos e problemas não resolvidos, pode se dar em situações aparentemente banais. Escolher o nome para filhos, por exemplo, pode ser um dado importante na indução ao ciúme. Um filho pode se transformar numa homenagem ao avô narcisista e assumir um lugar mais importante que o da mãe, do pai ou do outro irmão. O mesmo ocorre quando uma pessoa tem um filho só para mostrar aos seus familiares que foi capaz de procriar, ou ainda para presentar o pai e a mãe com um netinho. Nesta circunstância, a criança será mais valorizada que o pai, que emprestou somente sua serventia. Em ambos os casos, a tendência do relacionamento dentro da família será a de ciúme. E é preciso ter muita saúde psíquica para lidar bem com situações deste tipo, que, diga-se de passagem, acontecem nas melhores famílias.</p>
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		<title>Espelhando nossas expectativas</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos Saudáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 57 Muitos pais educam seus filhos sentindo-se culpados: agem como se pedissem desculpas por algo de errado que fizeram, ou como se quisessem poupar seus filhos de passar pelas mesmas dificuldades que, um dia, eles próprios passaram. Esses pais dão a impressão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 57<br />
Muitos pais educam seus filhos sentindo-se culpados: agem como se pedissem desculpas por algo de errado que fizeram, ou como se quisessem poupar seus filhos de passar pelas mesmas dificuldades que, um dia, eles próprios passaram. Esses pais dão a impressão de que deveriam ter feito mais pelos filhos e não conseguiram. <span id="more-1203"></span><br />
Tal comportamento é muito comum em pesquisas que iniciaram sua vida na pobreza, lutaram muito, violentaram seus próprios valores e corpos para sobreviver, e decidiram, ainda antes mesmo de ter filhos, “que meu filho jamais passará por isso”.<br />
É importante lembrarmos que durante o espelhamento, a criança vai captando essa mensagem, ou seja, de que os pais lhe devem algo. Como resposta, a criança mostra que quer mais e mais, como se estivesse dizendo: “Nunca é o bastante”. De um lado, o filho se sente no direito de exigir, de outro, os pais se sentem na obrigação de dar. Esse tipo de espelhamento vai levar a criança a se sentir infeliz, mesmo tendo quase tudo. Ela vai se transformar em uma pessoa que pensa que o mundo é seu devedor e causará a sensação de incapacidade e esgotamento nos seus pais. Esses pais são aqueles que estampam cansaço e fadiga em seus rostos, corpos e mentes.<br />
Esses filhos, passarão a vida olhando para o que lhes falta, desprezando o que têm. Não falo só no sentido material, falo também no sentido de afeto, confiança e atenção. Este comportamento de nunca é o bastante é comum também como sintoma de depressão, principalmente no pós-parto e durante o uso de medicamentos anoréxicos.<br />
Outros pais espelham nos filhos a obrigação de lhes restituir o direito de terem nascido. Ou seja, dão pouco e cobram muito. Seus filhos crescem cheios de culpas e medos e sacrificam a própria vida para “pagar a dívida dos pais”. Esse comportamento é muito comum nas classes mais baixas, onde os filhos, ainda hoje, são colocados no mundo para ajudar os pais.<br />
Podemos observar esses dois modelos na bíblia, na parábola do Filho Pródigo. Um filho reclama, sai de casa e perde tudo. O outro fica ajudando o pai, trabalhando e ainda é obrigado a receber bem, com festa, o irmão que volta e que, de alguma forma o prejudicou. O primeiro filho era sempre infeliz, porque o que tinha não era o bastante. O segundo era revoltado, porque deixou de fazer o que queria.<br />
PRÓXIMO CAPÍTULO: “O espelhamento na mulher”.</p>
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		<title>Consequências do espelhamento</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos Saudáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 55 Devido a uma série de defeitos no espelhamento, a maioria de nós se vê pequeno para carregar a bagagem de nossa própria existência, e dá sinais de uma autoimagem ruim e inadequada. Alguns precisam fumar para resolver problemas corriqueiros, outros precisam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 55<br />
Devido a uma série de defeitos no espelhamento, a maioria de nós se vê pequeno para carregar a bagagem de nossa própria existência, e dá sinais de uma autoimagem ruim e inadequada.<span id="more-1200"></span><br />
Alguns precisam fumar para resolver problemas corriqueiros, outros precisam beber para falar com a paquera; muitos tremem ao falar com seu chefe, outros, quando assumem responsabilidades para as quais não se acham preparados, sentem dor na nuca.<br />
De uma maneira ou de outra, as pessoas que tiveram distorções no espelhamento, escondem suas ideias com medo do julgamento do outro. Procuram se adaptar às expectativas que imaginam que os outros possuem a seu respeito. Nunca dizem não a determinadas pessoas. Evitam a intimidade para que não sejam conhecidas por dentro. Não olham nos olhos dos outros. Engordam demais para se esconderem dentro da massa corporal, ou emagrecem demais para passarem despercebidas. Falam de si, usando o sujeito na terceira pessoa, ou só falam de si, colocando-se como a primeira pessoa. Criticam os outros quando estes estão fazendo aquilo que gostariam de fazer.<br />
Por outro lado, temos as pessoas que gostam de si próprias. Quem é assim não assume riscos desnecessários ou desproporcionais. Não precisa se esconder porque sabe que será aceito. Não precisa se justificar por fazer o que o outro quer: sabe o que quer. Respeita o outro porque se identifica com ele. Não precisa ser melhor que o outro, porque sabe que não é inferior a ninguém. Cumpre seus compromissos porque não assume aquilo que não deve assumir.<br />
Também não come o que lhe faz mal, nem bebe o que lhe agride. Tem prazer me existir. Sua convivência causa o prazer. Rejeita os prazeres inconsistentes das drogas. Não é dependente. Enfim, essas pessoas estão dando sinais de uma boa autoestima.<br />
Agora, uma pessoa autoconfiante é aquela que acredita na possibilidade de atingir seus objetivos, baseados na boa autoestima. Portanto, é realista.<br />
Assume seus erros. Não manipula as pessoas. Compromete-se com o gasto energético para atingir objetivos e dedica-se a busca-los. Acredita que as outras pessoas também podem atingir seus próprios objetivos.<br />
Não entra em competição, a não ser quando está realmente numa competição. Caso contrário, como seria se um piloto de carros de Fórmula-1 necessitasse sair competindo nas ruas? Ele compete nas pistas, pois está lá para isso e, nas ruas, pode ser um motorista prudente e calmo.<br />
A pessoa autoconfiante não tripudia em cima da deficiência do outro, porque sabe que pode atingir seus objetivos sem pisar no outro.</p>
<p><strong>PRÓXIMO CAPÍTULO:  &#8220;Espelhando nossas expectativas&#8221;.</strong></p>
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		<title>O espelhamento nunca termina</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos Saudáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 54 Além da mãe e do pai, o espelhamento é feito também por outras pessoas. Hoje, as escolas, professores e coleguinhas fornecem importantes informações nesse processo. É interessante observar como as crianças, com poucas palavras, comunicam-se melhor entre si do que com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 54<br />
Além da mãe e do pai, o espelhamento é feito também por outras pessoas. Hoje, as escolas, professores e coleguinhas fornecem importantes informações nesse processo.<br />
É interessante observar como as crianças, com poucas palavras, comunicam-se melhor entre si do que com os adultos. A criação de regras e valores, dentro de um grupo de crianças, começa precocemente na escola maternal, por exemplo. A maioria delas resolve seus problemas, mas com pouca intervenção do adulto, salvo aquelas cujo espelhamento em casa, é defeituoso.<span id="more-1198"></span><br />
A relação direito-deveres, e o conceito de limites sofre muita influência dos adultos, cujo e espelhamento foi ainda mais defeituoso.<br />
Devemos ter em mente que o espelhamento das gerações, hoje adultas, foi feito de forma absolutamente distorcida.<br />
O espelhamento, na verdade, nunca termina, apenas diminui de importância e muda a função.<br />
No princípio, o espelhamento é necessário para formar a autoimagem, autoestima e autoconfiança, ou para formar os valores e o conjunto de crenças. Na adolescência, serve ainda para confirmar, avaliar as primeiras informações, contestá-las ou mudá-las. Aliás, nesse período, há uma ótima oportunidade para os pais corrigirem os erros praticados nas fases anteriores.<br />
No adulto, o espelhamento serve como ratificação, reconfirmando o que já foi confirmado. Embora já acostumados com o nosso jeito de ser e agir, existe sempre a possibilidade de mudarmos os resultados de nossa ação. É preciso gastar energia pata isso, como, por exemplo, ler este livro e refletir sobre as informações nele contidas. Temos que estar dispostos a fazer coisas para aclarar nossa autoimagem, melhorar a autoestima e autoconfiança.<br />
Muitos pais, não vendo mais possibilidades para si mesmos, passam a viver a vida dos filhos, abandonando seus próprios ideais. De um lado, são companheiros e estimulam seus filhos; de outro, pelas suas atitudes  de abandono dos próprios sonhos, acabam passando às crianças que tudo é muito difícil, e que eles não vão conseguir.</p>
<p><strong>PRÓXIMO CAPÍTULO: “Consequências do espelhamento”.</strong></p>
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		<title>A busca do ser ideal</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 21:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos Saudáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 51 No geral, a sociedade e a educação, de geração a geração, cultiva e alimenta, em cada um de nós, a imagem do ser humano ideal. Ideal que não somos e não conseguimos ser. Desde pequenos, quando miramos no espelho o ideal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 51<br />
No geral, a sociedade e a educação, de geração a geração, cultiva e alimenta, em cada um de nós, a imagem do ser humano ideal. Ideal que não somos e não conseguimos ser.<br />
Desde pequenos, quando miramos no espelho o ideal e, dentro de nós, sabemos que estamos longe dele, começamos a nos ver como pequenos impostores. Começamos, lentamente, a criar uma autoimagem ruim. Os espelhos não percebem esse mecanismo, mas a criança sente e enxerga dentro dela mesma.<span id="more-1195"></span> As necessidades sexuais primárias da infância, por exemplo, naturais do ser humano, recebem, frequentemente, uma sinalização de que algo é, ou está errado. Ora, a criança percebe todas as nossas manifestações e intenções: a repressão velada, a repressão descarada, e as agradáveis sensações corporais, inerentes à sensualidade e à sexualidade. Se comparar o que sente com a aprovação ou não de seus espelhos, pode internalizar conceitos ruins a seu respeito; passa a mostrar vergonha, medo, culpa. Como pode sentir e gostar dessas sensações se elas são tão erradas? O que nossos espelhos não sabiam é que nós, crianças, não escolhemos o que sentimos: as sensações são espontâneas e não há maldade nisso.<br />
Em função desse conflito, entre as sensações espontâneas e o que foi erroneamente sinalizado, a criança perderá a espontaneidade. Com o tempo, irá se afastar dos pais e irmãos, porque passará a ter medo do julgamento que farão a seu respeito. Isolando-se, não terá com quem conversar sobre seu conflito e passará a acreditar que é a única pessoa no mundo a ter esse distúrbio. Se a criança pudesse dialogar verdadeiramente, sem julgamentos prévios, não iria se sentir anormal, um ser aberrante, e não necessitaria de disfarces.<br />
Você já viu uma dessas mulheres que, com sua postura, forma de andar, de se vestir, quer nos dizer: “Não sou dessas”? Provavelmente, essa mulher foi uma criança fogosa, no estágio do é; viu-se como “errada”, no estágio do pensa que é; e, no estágio do mostra que é, diz: ”Não sou dessas”.<br />
Essa mulher se comporta e se mostra dessa maneira para responder a pergunta que, um dia, foi feita por seus espelhos. Hoje, ela tem necessidade de dizer a si mesma, o tempo todo, que “não é uma dessas”. Ela se pergunta se é ou não, e sofre, achando que os outros é que estão em dúvida a seu respeito. Está sempre em diálogos internos, geralmente inconscientes, onde se sente acusada e, automaticamente, entra em defesa. Vive em defesa aquele que se sente atacado. Se não forem ataques objetivos, só poderão ser subjetivos.<br />
O mesmo ocorre com o homem que precisa dizer, corporalmente, a todo momento: “Sou macho”. Ninguém está colocando-o em dúvida: é ele quem duvida de si mesmo. Foram seus espelhos que sinalizaram, de forma indevida e precoce, expectativas para as quais ele não estava pronto. Quando somos criados com um referência exagerada, desenvolvemos o medo de decepcionar, e a necessidade de viver provando o que ninguém está duvidando, a não ser nós mesmos.<br />
As pessoas que têm o espelhamento correto, que têm a sua individualidade definida, sabem quem são, vivem uma vida melhor e mais saudável para si mesmas e aos seus.<br />
PRÓXIMO CAPÍTULO: “O espelhamento nunca termina”.</p>
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		<title>A criança saudável conhece a si mesma</title>
		<link>http://www.wimerbottura.com.br/a-crianca-saudavel-conhece-a-si-mesma/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 21:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wimer Bottura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos Saudáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 46 Se o espelhamento ocorrer de forma correta, a criança terá uma autoimagem realista que irá, também, lhe proporcionar uma individualidade clara e definida. Portanto, saberá quem ela é e conhecerá a si mesma. Este é o estágio do saber quem sou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 46<br />
Se o espelhamento ocorrer de forma correta, a criança terá uma autoimagem realista que irá, também, lhe proporcionar uma individualidade clara e definida. Portanto, saberá quem ela é e conhecerá a si mesma. Este é o estágio do saber quem sou, consequência, na verdade, de uma boa relação da criança com seus espelhos.<br />
Nessa fase, aprende-se a separar os problemas e as qualidades do outro, das qualidades de defeitos de si mesmo. Uma pessoa que vivenciou um bom espelhamento, não sofrerá quando alguém disser não às suas ideias; não sofrerá ao dizer não às ideias e sugestões de outras pessoas.<span id="more-1193"></span><br />
Se o indivíduo desenvolve uma boa autoimagem, saberá diferenciar perfeitamente seu próprio eu, suas ideias e seus comportamentos, daqueles das outras pessoas. Não vai sofrer ao ouvir uma ideia contrária ou diferente da sua, não confundirá as ideias das pessoas com as próprias pessoas. “Ela não me rejeita, somente não aceita minha ideia’.<br />
Tendo uma boa autoestima, além de uma boa autoimagem, iremos impedir que os outros nos invadam com seus problemas e suas rejeições. Tendo uma baixa autoestima, nós nos sentiremos obrigados a aceitar responsabilidades que não são nossas e a reprimir sentimentos que não deveriam ser reprimidos.<br />
Por sua vez, a autoconfiança desenvolve a capacidade de pessoa poder resolver as consequências de seus próprios erros. O individuo autoconfiante sabe que é responsável por seus atos, porque acredita que tem condições de arcar com as consequências ou de desfrutar de seus efeitos. Quando se desenvolve uma baixa autoconfiança, é preciso negar os próprios erros, projetá-los nos outros, disfarça-los ou manipular as pessoas com culpa, como se, fazendo-se de culpado, não fosse preciso assumir as responsabilidades.<br />
Vamos agora, abordar 3 casos que podem ilustrar bem o que digo.<br />
Inicialmente, vamos imaginar que o Sr. Silveira quebre, acidentalmente, um vaso muito valioso, presente da avó da Sra. Silveira, que o trouxe de viagem de um país longínquo. Diante do acidente, o Sr. Silveira terá possivelmente 3 atitudes.<br />
Na primeira poderá dizer: “Quem deixou esse vaso aqui? Como eu poderia enxergá-lo?”. Provavelmente irá culpar a faxineira pelo fato e manda-la embora. Assim, o Sr. Silveira estará simplesmente negando seu erro e projetando-o na faxineira.<br />
Na segunda, poderá dizer: “Sou mesmo um fracasso, meu bem! Sinto-me tão desolado pelo que fiz!”. Ao mesmo tempo irá se mostrar arrasado, com uma expressão infeliz, que poderia ser traduzida por: “Sempre acontece comigo! Eu não tenho jeito, só morrendo&#8230;”. Com essa atitude, o Sr. Silveira provocará uma resposta imediata de sua esposa: “Ora, meu bem, não foi nada. Não faz mal, o vaso era velho mesmo!”. Em outras palavras, é como se sua esposa estivesse dizendo: “Coitado, você está sofrendo tanto com isso que eu nem vou me incomodar&#8230;”.<br />
Na terceira, caso o Sr. Silveira tenha autoconfiança, autoestima e autoimagem adequadas, dirá: “meu bem, eu quebrei seu vaso. Sei que ele é importante para você, mas quero que você saiba que não foi intencional. Espero que eu possa ressarci-la e, se não for possível, espero que você compreenda que tudo não passou de uma acidente”.<br />
O espelhamento correto cria pessoas verdadeiras, com qualidades e defeitos, características que todos nós temos. O conhecimento de nossas qualidades e defeitos faz com que nós possamos dimensionar corretamente as nossas ações e reações correspondentes. Não assumiremos compromissos que dependam da habilidades que não possuímos ou que realmente sabemos não possuir. Não deixaremos de assumir atribuições para as quais pensamos não estar habilitados, simplesmente porque passamos por um espelhamento errôneo.<br />
Enfim, a maioria de nós desconhece suas reais habilidades e pensa ter defeitos ou limitações que não possui.<br />
No segundo exemplo, vamos imaginar que seu filho irá disputar uma partida de futebol com colegas de outra classe da pré-escola. Um detalhe importante nessa história, é que você, desde pequeno, queria ter sido um bom jogador e não pôde, porque sua família desejava que você fosse engenheiro, advogado ou médico. Na verdade, você gostaria mesmo de ter sido um bom centroavante.<br />
Agora, seu filho gosta mesmo de jogar em qualquer lugar, e nem sabe o que é ser centroavante. Você, no entanto, o estimula a pegar a camisa 9, a do Vavá, Serginho, Flávio, Dadá Maravilha. Espera que ele fala os gols que você gostaria de ter feito, estimula-o e passa suas expectativas. Aos poucos, você cria o clima de competição.<br />
Mas o garoto só quer brincar com os colegas, não tem noção de que há uma competição e, para ele, o futebol é apenas uma festa. No início da partida, a bola não chega até seu filho. Então, o menino sai da posição e descobre que lá no meio, lá atrás, na defesa, consegue pegar mais a bola. Dá chutões, cabeçadas, tira a bola dos outros. Ele está se divertindo.<br />
Você vendo o jogo de fora pensa: “Meu filho está fora de posição, só dá chutões! Não é assim que eu quero que ele seja”.<br />
No final, o time do seu filho perde e o garoto não faz os gols que você tanto fantasiou. Seu filho vê, na expressão de seu rosto e corpo, que o decepcionou. Pergunta-lhe se realmente você ficou chateado e você nega. Contudo, sua voz não é clara e alegre como em outros momentos e seu filho percebe a diferença. Então, o menino conclui: “Não tenho jeito para futebol; meu pai está sofrendo porque perdi”. Ele nota a sua mudança, da esperança à decepção. Mas você não se dá conta dessa percepção do garoto. Assim, seu filho conclui: “Não dou para isso, não posso decepcionar meu pai”.<br />
Diante desse acontecimento, você não foi verdadeiro. Seu filho foi, até um certo momento, verdadeiro, mas estará deixando de ser. Começará a pensar que não tem habilidade para o esporte ou forçar-se-á a tê-la, somente para agradar o pai.<br />
Tudo também poderia ter acontecido de maneira diferente. Você poderia tê-lo elogiado, ele poderia ter feito um gol ao acaso, daqueles que a bola bate no pé e entra, sem o goleiro perceber. Nesse caso, seu filho iria começar a acreditar, erroneamente que possui uma habilidade que, na realidade, não tem. É muito comum pais salvadores criarem filhos que pensam ter habilidades que não possuem.<br />
Se nós temos uma autoimagem realista, fiel, e conhecemos nossas limitações, não aceitaremos fazer coisas para as quais não estamos realmente habilitados, ou iremos tomar medidas para compensar e corrigir deficiências.<br />
Na terceira história, vamos imaginar que seu filho está prestes a entrar em conflito com um garoto de outra classe, se ele reconhecer que aquele menino é maior e mais forte, vai evitar uma briga, um confronto físico. Poderá recorrer até a uma estratégia para colocar o colega ao seu lado e não contra ele. Mas, seu filho não conhece a si mesmo, comprará brigas com pessoas que poderão feri-lo. Não usará a inteligência para solucionar os problemas ou evita-los, pois nem sequer os identifica.<br />
Quantas pessoas você conhece – talvez você mesma seja uma delas – que gostariam de cantar, falar em público, mostrar suas ideias ou pintar, e não o fazem porque estão confusas com sua autoimagem?<br />
Você pode não ser o melhor, conforme lhe foi espelhado mesmo porque, não há necessidade de sermos o melhor.<br />
Muitas vezes, passamos o tempo todo olhando os nossos defeitos para tentar encobri-los, negá-los ou disfarçá-los, como se eles fossem totalmente incorrigíveis. Reservamos muito pouco tempo para olharmos nossas qualidades, e buscamos soluções, mesmo que parciais, para os nossos defeitos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<strong>PRÓXIMO CAPÍTULO: “A busca do ser ideal”.</strong></p>
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