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Avaliando a gravidade dos estímulos

* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 29

Já que estamos falando de estímulos que recebemos diariamente, convém explicar 3 componentes básicos que podem alterar o equilíbrio de nosso organismo: intensidade, duração e frequência.

A intensidade consiste na qualidade do estímulo que recebemos. Pode ser, por exemplo, a quantidade ou o tipo de álcool ingerido por uma pessoa, a agressão física recebida, a ameaça causada por um gato ou um tigre.

Quanto mais intenso o estímulo, maiores ou mais graves serão suas consequências. Assim, a mulher que é agredida pelo marido deverá ter uma sobrecarga muito maior em seu organismo porque, além do aspecto físico da agressão, existe também a perda de valores morais e de afeto. Tamanho desequilíbrio fará surgir a tristeza, a sensação de incompreensão ou a decepção, já que não se espera brutalidade na relação com pessoas que amamos.

O mesmo ocorre quando recebemos uma notícia ruim a respeito de uma criança, por exemplo. Uma mãe sofre com maior intensidade os efeitos do ferimento em um dos seus filhos do que no filho de sua vizinha, porque, nos dois casos, existem ligações afetivas e responsabilidades diferenciadas.

A frequência pode ser explicada pela quantidade de vezes que os estímulos ocorrem e a duração, pela quantidade de tempo que eles permanecem atuando em nosso corpo.

 Dependendo da ação desses 3 componentes, podemos dizer que o desequilíbrio causado por um estímulo menos intenso, pouco frequente e pouco duradouro, não será tão grave. Haverá um reequilíbrio natural, sem perdas maiores para a pessoa.

PRÓXIMO CAPÍTULO: “Avaliando a qualidade da resposta”.

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