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A genética cultural

* Capítulo do livro Filhos Saudáveis, de Wimer Bottura, Ed. República Editorial, p. 24

Determinados comportamentos passam de pais para filhos com tamanha gravidade e dificuldade de correção, que até poderiam ser caracterizados como um fator genético. É o que Bandler e Grinder chamam de genética cultural.

Um acontecimento interessante que pode ilustrar o que eu digo, sempre surge nos cursos para pais ou treinamentos em empresas que realizo. Quando começamos a falar de nossos comportamentos herdados, pergunto ás pessoas a que religião pertencem. Imediatamente, a grande maioria se diz católica. Pergunto a seguir o porquê dessa escolha e, unanimemente, todos respondem “porque sim”. Depois, indago se alguém é espírita, e uma grande parte dos que se disseram católicos mostram-se espíritas também.

Esse é um bom exemplo de genética cultural. A pessoa faz uma nova opção religiosa, mas não consegue abandonar o modelo anterior que está impregnado em seu ser. Pior ainda, sequer sabe se as opções foram realmente suas.

A genética cultural determina muitos comportamentos problemáticos aos indivíduos e pode, sem percebermos, se incrustar na nossa vida cotidiana.

Pergunto novamente: há más intenções dos pais em privar seus filhos de escolhas e modelos? Não, porque sequer os pais tem consciência de que determinados comportamentos também lhes foram passados sem explicações, fundamentos ou informações.

PRÓXIMO CAPÍTULO: As diferentes linguagens do nosso corpo.

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